MONITORAMENTO POR SATÉLITE AUMENTA PRODUTIVIDADE AGRÍCOLA

Por Felipe Seabra às 20h04 de 10/02/2011

MONITORAMENTO POR SATÉLITE AUMENTA PRODUTIVIDADE AGRÍCOLA

 A agricultura brasileira tem evoluído a cada safra, aumentando o volume e a complexidade dos trabalhos pertinentes às estimativas da produtividade agrícola. Além da grande extensão territorial, as diversidades regionais sobrecarregam os trabalhos de estimativas de safras no Brasil. Aspectos como clima, solo, relevo, disponibilidade hídrica, e níveis de insumos e tecnologia, por exemplo, são fatores relevantes no monitoramento e estimativa da produtividade agrícola.

O monitoramento de safras a partir de imagens coletadas por satélites é atualmente a grande inovação na aquisição de informações da área das lavouras, da fase de crescimento e da colheita das culturas agrícolas. Tais informações são úteis para o manejo e monitoramento de safras agrícolas, bem como na gestão e logística da produção.

 Além de atuarem na gestão com vistas a aumentar a produtividade das safras, as informações obtidas por imagens de satélite são essenciais também para outras áreas, tais como traders de commodities, gestores de logística e de abastecimento de alimentos, produtores e investidores.

 Coletadas a uma altura média de 770 km, as imagem desses satélites representam as culturas com um nível de detalhe de 2m, fornecendo ainda informações sobre a condição da cultura e saúde vegetal. Tais satélites são capazes de coletar 975mil km² por dia – uma área maior do que o estado do Mato Grosso, apresentando um ganho essencial para um país agrícola de dimensões continentais.

Em geral, essas soluções inovadoras se utilizam de imagens coletadas em datas estratégicas. Para a safra de cana-de-açúcar, por exemplo, os meses de coleta das imagens são Novembro, Fevereiro, Abril e Junho. Esta coleta sistemática de imagens de satélite permite o monitoramento constante das lavouras, viabilizando ainda uma análise do crescimento das culturas pela comparação com a biomassa e senescência.

 Em outros casos, pode-se ainda derivar informações sobre os danos nas lavouras quando desastres naturais como granizo, inundação ou secas ocorrem. Muitas vezes, informações sobre o estado da lavoura antes dos danos ocorrerem podem não estar disponíveis. A habilidade de monitorar rapidamente áreas danificadas e comparar as imagens com informações coletadas anteriormente permitem fornecer estimativas sobre a extensão e a magnitude dos danos na lavoura, e os impactos desses danos das safras anuais.

 Pela primeira vez no país, o potencial desses satélites de alta resolução lançados em órbita nos últimos dois anos, vem sendo aproveitado por empresas especializadas na geração de informações essenciais ao agronegócio. Até então, as estimativas eram feitas por métodos tradicionais, que demandavam tempo e estavam sujeitas a imprecisões que as comprometiam.

 Além de agronegócios, os segmentos de meio ambiente, recursos hídricos, óleo e gás e segurança pública estão sendo beneficiados com a nova geração de satélites.

Graças às inovadoras constelações de satélite cujas imagens são disponibilizadas ao mundo corporativo, às pessoas e governo, o nosso mundo nunca fora visto em tantos detalhes.

Para mais informações, acesse www.digibase.com.br

Imagens de Satélite: saiba tudo no dia 11/11/2010

Por Felipe Seabra às 15h02 de 27/10/2010

No 11/11/2010 teremos um Seminário Online que vai apresentar de maneira rápida (menos de 1 hora) didática (repleto de ilustrações) e definitiva (contempla o essencial e traz novidades) tudo o que você precisa saber sobre as melhores imagens de satélite do mundo. Cada vez mais as imagens fazem parte de nosso dia-a-dia quando tentamos nos localizar.

Esse Webinar apresenta aos interessados (empresas, pessoas e governo) como adquirir imagens de satélite brutas, ou seja: como comprar imagens de satélite para os mais diversos usos: Meio Ambiente, Mineração, Defesa, Segurança Pública, Telecom, Prefeituras, etc. As inscrições são gratuitas, porém limitadas. Você pode se inscrever em: http://www.digibase.com.br/webinar/

Nos falamos no dia 11/11!

Qual o melhor mapa para o seu projeto?

Por Felipe Seabra às 17h53 de 13/08/2010

Confira os slides da apresentação que fiz no último Seminário do MundoGeo realizado no dia 08/07.

GPS barato, mais prejudica do que ajuda!

Por Felipe Seabra às 13h20 de 31/05/2010

Diferente dos países onde a navegação por GPS veicular acontece há mais de 20 anos, o uso desses dispositivos no Brasil teve início em 2006 após a liberação do CONTRAN. O reflexo disso é nível de exigência ainda baixa por parte dos usuários dos GPSs.

Como quase todo produto lançado no mercado, os clientes possuem opções distintas de modelos, marcas e fornecedores. Nessa hora que temos que ter cuidado. Reforço isso, pois eu mesmo tive uma má experiência, um case de insucesso. Fui um daqueles consumidores da chamada “maioria tardia” e adquiri o meu primeiro GPS no final do ano passado. O meu único critério de escolha foi o preço e fornecedor de mapas.

Comprei um aparelho por pouco mais de R$ 200,00 pela internet e quando recebi o produto em casa onde tive a primeira decepção: o fornecedor de mapas era outro. Podemos resumir que todo GPS é composto por mapa + software + hardware. Cada um desses itens possui importante peso na hora da compra. Veja alguns possíveis problemas:

Mapa Ruim: considera caminhos inexistentes. Te permite manobras incríveis e fora-da-lei.

Software Ruim: traz informações confusas, e não é nada intuitivo. São diversos comandos até chegar num acordo.

Hardware Ruim: traz um sinal bom de GPS 15 minutos depois de ligado, não adianta, já estará completamente perdido.

Compartilho esses pontos de atenção para ajudar aqueles que estão na dúvida de qual GPS escolher. Uma dica: não busque preço baixo, mas sim melhor relação custo-benefício. Procure grandes marcas, verifique a empresa fornecedora dos mapas e se o software utilizado é inteligente, intuitivo e bem elogiado pelas comunidades de usuários de GPS.

Vídeos de Realidade Aumentada

Por Felipe Seabra às 10h47 de 20/05/2010

A realidade aumentada é um conceito iniciado em 2005 pela Siemens VDO e sua utilização em GPSs se iniciou pela TomTom na Europa.

Essa nova experiência de localização começa a se tornar realidade no Brasil em aplicativos desenvolvidos para smartphones por empresas pioneiras como o Apontador.  Esses aplicativos integram câmera, GPS e base de mapas para guiar e informar os usuários sobre a localização de pontos de interesse em tempo real.

Ao invés de tentar explicar por palavras, vale dar uma conferida nos inúmeros vídeos disponíveis na WEB:

Confira também a prática desse conceito nos GPSs veiculares:

É uma experiência única de navegação porta-a-porta!

Em breve teremos vídeos postados por brasileiros. Alguém já localizou algum?

Mapa de Ruas Bizarro

Por Felipe Seabra às 18h00 de 12/05/2010

O Estadão do dia 12 de Maio (Caderno Metrópole) apresentou uma reportagem interessante sobre nomes bizarros de ruas em São Paulo.

A TRAVESSA SEM HISTÓRIA fica apenas a 700m da TRAVESSA TRISTEZA DO JECA, no bairro Iguatemi. Isso não é piada, a Bizarrice é nome de rua, literalmente:

mapa

Acima na figura: Mapa digital da Digibase destacando a RUA BIZARRA no Tucuruvi em São Paulo.

A Lei Municipal 14.454 de 2007 prevê a possibilidade de alteração dos nomes de logradouros caso seja “suscetível de expor ao ridículo moradores ou domiciliados”.  Esse foi o caso da antiga RUA CORNUCÓPIA, no Jardim Cidade Piritiba que já foi alterado para o nome de RUA MATHILDE CARLOS MONTESANTI.

O mais interessante é que esse tipo de informação que publicam nos jornais também é um importante insumo para atualização da base cartográfica de empresas de mapeamento. Vale tudo nessa loucura de atualizar o conteúdo digital das cidades.

Além dos intermináveis trabalhos de campo, pesquisas de fontes em órgãos Oficiais e busca de imagens de satélite recentes, os Clippings dos meios de comunicação se tornam essenciais na construção de um mapa Digital do Brasil. Ainda mais num país com dimensões continentais e com mais de 5.500 Municípios.

Em breve nossos GPSs e Portais de mapas também estarão atualizados. Nesse meio tempo vale a pena conferir os mais curiosos nomes de ruas. Alguém conhece algum interessante?

Desastre visto de cima

Por Felipe Seabra às 15h45 de 07/05/2010

Com mais de 700km de altitude, satélites monitoram com agilidade, detalhamento e baixo custo, qualquer evento geográfico de relevância para as empresas, governos e pessoas. É o caso do sensor WorldView-2 da DigitalGlobe que está coletando e publicando imagens coloridas com até 46cm de resolução.

Golfo do México

Dessa vez, as imagens informam a sociedade sobre a magnitude da catástrofe que está acontecendo no Golfo do México. Para se ter uma noção de escala, um navio petroleiro possui um tamanho insignificante ao lado da mancha de óleo derramado na costa estadunidense. Confira as imagens em: www.flickr.com/photos/digitalglobe-imagery