Web 3.0
11:22 am em Edição 04, Edições, Fique Ligado, Seções das Edições por InfoGPS
Depois da web 2.0, caracterizada pelo conteúdo colaborativo e pelas redes sociais, especula-se que a próxima fase da internet, que na verdade já está se iniciando, será a “web geográfica”. Seja nos mecanismos de busca, nos equipamentos móveis de comunicação ou nas comunidades virtuais, a geografia é um dos fatores que vem crescendo e será preponderante na web do futuro.
Ainda não há um consenso se isso será realmente uma revolução na internet, ou se apenas uma alteração no modo como ela funciona. O próprio termo web 2.0, criado em 2003, também é polêmico. Sua conotação é de uma nova versão da internet, porém alguns especialistas em tecnologia alegam que a web 2.0 apenas turbina os componentes pré-existentes, e alguns críticos suspeitam que seja uma jogada de marketing.
Marketeiro ou não, o termo caiu na boca do povo e hoje qualquer site que tenha um mínimo de interatividade já se intitula “web 2.0”. Porém, permitir a colaboração do usuário é o mínimo que um site ou portal deve oferecer atualmente, e novas funcionalidades estão sendo colocadas em prática a cada dia.
Nova onda
A web 3.0, anunciada como a terceira onda da internet e que deve estar a todo o vapor dentro de poucos anos, projeta estruturar todo o conteúdo disponível na web através dos conceitos de “compreensão das máquinas” e “semântica das redes”.
Algumas empresas do Vale do Silício, nos Estados Unidos, têm desenvolvido trabalhos nesse sentido, como IBM, Metaweb e Radar Networks. No Brasil, a PUC-RJ está desenvolvendo trabalhos pioneiros para a web 3.0 com ênfase na língua portuguesa.
WebGeo ou GeoWeb?
A importância da posição geográfica na internet tem crescido, e hoje até mesmo o sistema operacional dos computadores reconhecem suas posições aproximadas através do endereço IP. Os PCs podem ser sincronizados para obter a hora exata, e agora podem também “saber” onde estão.
As próprias ferramentas de busca já usam o IP para apresentar respostas. É só fazer uma pesquisa no Google por qualquer palavra, como por exemplo “Furacão”, no Brasil e nos Estados Unidos para ver a diferença.
GeoRSS
O formato de código GeoRSS é um padrão que foi criado para inserir localização como parte de feeds RSS, que são descrições sobre canais de conteúdo como notícias, artigos, listas de MP3 e posts em blogs. Dessa forma, é possível posicionar geograficamente cada novo conteúdo publicado em qualquer site. Ferramentas como Google Maps, Yahoo Maps e Virtual Earth já tem a opção GeoRSS.
No GeoRSS, o conteúdo sobre localização consiste em pontos, linhas e polígonos, e suas respectivas descrições. Além de latitude e longitude no WGS84, que é o mesmo sistema de coordenadas do GPS, há um projeto do Consórcio Espacial Aberto (OGC) que suporta outros sistemas de coordenadas e novas feições geográficas.
KML
Uma frase atribuída a Bill Gates diz que “25 milhões de cópias criam um padrão”. O formato Keyhole Markup Language (KML) é uma linguagem que expressa informação geográfica e de visualização em mapas baseados na web (2D) e globos virtuais (3D). Foi desenvolvido pelo Google Earth, e já é tão usado que pode ser considerado um formato padrão de informação geográfica.
O sistema de referência suportado pelo KML é somente o WGS84, e dessa forma não é indicado para uso profissional em geomática ou geodésia. Além do Google Earth, vários programas têm aplicações usando KML, como o ArcGIS Explorer, Flickr, Live Search Maps, Nasa World Wind, entre outros.
Matrix
Algumas pessoas crêem que a GeoWeb trará a popularização de ambientes imersivos digitais em 3D, ou uma realidade virtual que será um espelho do mundo real, como no filme Matrix. Web 3.0, Web 2.1, Web 3D ou GeoWeb, não importa muito o nome do que vem por aí, mas espere por muita informação baseada em localização.
Eduardo Freitas Oliveira





Uma nova função de auto-localização usará triangulação de antes de telefonia móvel e redes Wi-Fi para detectar a localização geográfica. Assim, os resultados serão customizados de acordo com o posicionamento.




