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Monitoramento versus Rastreamento

5:05 pm em Destaques, Notícias, Rastreamento por Viviane Prestes

Por Ronaldo Megda*

Nos últimos anos o mercado de rastreamento e monitoramento de veículos tem crescido exponencialmente. Muitas empresas têm entrado nesse segmento, uma série de mudanças na legislação trouxe o tema para a ordem do dia e o público tem ficado mais atento também ao assunto.

Mas algumas questões não acompanharam a velocidade e a proporção que o assunto tomou. Uma delas é o conceito do que é rastreamento e o que é monitoramento. Na primeira impressão são termos semelhantes, mas no dia a dia das operações e do negócio, eles são completamente distintos.

O monitoramento é o processo para acompanhar o passo a passo que esteja sendo dado pelo veículo. Os produtos desenvolvidos para tal finalidade utilizam a tecnologia GPS e GPRS, a primeira para coleta de informações geo-referenciais e a segunda para transferência destas informações para uma central de processamento. O monitoramento é muito utilizado pelas empresas para o gerenciamento de frotas, para saber, on-line, se uma carga está próxima do local de destino, se houve um desvio da rota programada ou se ainda vai demorar mais do que o previsto, em virtude de um congestionamento, por exemplo.

Já o rastreamento não tem a finalidade do acompanhamento simultâneo, nem muito menos pontua a localização de um veículo na tela de um computador, salvo em algumas exceções. Não é esse o objetivo dele e não foi concebido para tal fim. O conceito de rastreamento se aproxima mais da procura de sinais para encontrar o objeto perdido ou roubado. Por isso, os produtos desenvolvidos utilizam a tecnologia da radiofrequência, considerada ideal para os casos de roubo e furto.

A radiofrequência não é melhor nem pior do que o GPS ou o GPRS. Todas essas tecnologias são excelentes para cada fim as quais elas se destinam. Não existe nada melhor do que a utilização de satélites (GPS/ GPRS) para saber, on-line, o exato posicionamento de um caminhão.

Mas se esse mesmo caminhão for roubado e rapidamente colocado dentro de um galpão, provavelmente o sinal do GPS irá cair. Nesse momento, na tela do computador, o gestor da frota poderá ver que o veículo saiu do trajeto inicialmente traçado, bem como sua última localização, mas onde estará? Para completar, os criminosos ainda se equipam com os inibidores de sinais, conhecidos como jammers. Eles embaralham os sinais que o equipamento de monitoramento recebe e transmite e, dessa forma, é como se não existisse mais o produto no veículo.

Com a radiofrequência isso não ocorre já que ela, ao ser acionada, continua emitindo sinais, que permitem a localização do bem rastreado. Para chegar ao veículo roubado, as equipes de pronta resposta das empresas de rastreamento – sejam carros, motos, helicópteros ou até aviões – seguem os sinais emitidos pelo equipamento e chegam, com precisão cirúrgica, no local onde o veículo está escondido, mesmo que esteja em certos níveis de subsolo.

Em um país com as dimensões continentais do Brasil e com os altos índices de criminalidade, precisamos, de fato, ter soluções distintas para necessidades tão diversas. Só assim podemos ser eficientes, seja no monitoramento ou no rastreamento.

*Vice-presidente do Grupo Tracker

Car System investe em telemetria

5:09 pm em Notícias, Rastreamento por Viviane Prestes

*Da Assessoria de Imprensa

[leia-também-esquerda]O número de roubos de caminhões no Brasil cresce cada vez mais. Segundo estimativas da NTC&Logísticas, o roubo de cargas, em 2010, custou às transportadoras cerca de 880 milhões de reais. O roubo de veículos desse porte no país cresceu 39,7%, nos meses de agosto a outubro, se comparados ao trimestre anterior. Para proteger suas frotas, os empresários do setor de cargas estão cada vez mais atentos às novas tecnologias. Nos equipamentos e softwares disponíveis com essa finalidade existe um novo e importante aliado a esses empresários, que, por meio da telemetria, possibilita também conhecer como são utilizados seus veículos de transportes e como se comportam seus motoristas.

A Car System, empresa do setor de rastreamento e monitoramento de veículos, sempre atuou junto ao consumidor final, por meio de equipamentos instalados em carros e motos. Hoje, visando atender o mercado corporativo com a mesma excelência que atua junto ao consumidor final, e procurando ampliar seu faturamento nos próximos anos, parte para esse mercado, que atualmente representa apenas 5% do faturamento da empresa. Segundo o presidente da Car System, José Melo, esse percentual deve subir para 30% até 2015.

A aposta na área de transportes, e a expectativa do faturamento recorde, fez a empresa investir R$ 3 milhões em desenvolvimento de produtos, softwares e treinamento. Os serviços oferecidos para esse tipo de setor ultrapassam o monitoramento comum, possuindo desde sensores que avisam onde e quando o baú da carga foi aberto até a velocidade média e o consumo de combustível de cada veículo. Mais do que apenas a segurança da carga, o lucro do setor de transportes também depende do acompanhamento dos custos de manutenção dos componentes da frota. “Entendemos que a palavra de ordem para o empresário do setor não seja investimento, mas sim o lucro que estas ferramentas possam trazer para as empresas, diminuindo custos muito representativos”, afirma Melo.

A utilização dos equipamentos oferecidos pela Car System proporcionam muitas vantagens aos clientes, tais como: redução média de até 40% de acidentes, aumento médio de 20% na produtividade da frota (menos paradas para reparos nos veículos), redução média de até 15% no consumo de combustível, aumento de 10 a 15% da vida útil do pneu, aumento médio de 20 a 30% na economia das lonas de freio.

Com uma central de monitoramento trabalhando 24 x 7 (24 horas por dia, durante os 7 dias da semana), a Car System utiliza um software próprio, desenvolvido com tecnologia Microsoft TM Silver Light. Esse programa, através de sua forma de apresentação, traz conforto ao cliente, pois possui diversas ferramentas e inúmeros modelos de relatórios gerenciais e permite variados níveis de customização. Os equipamentos ainda possibilitam monitorar viagens de diversos veículos em tempo real, enviar comandos aos motoristas, verificar combustível e determinar rotas. Trata-se de um módulo revolucionário para o setor logístico da empresa, pois agrega a inteligência da logística ao uso dos equipamentos e processamento de informações.

Com dez anos de mercado, a Car System já fechou importantes contratos com empresas como Transgil, Ductor, Odebrecht, Instituto Chico Mendes, Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), órgão responsável pela vistoria em rodovias federais. Mais recentemente também fechou contrato com a Vale, uma das maiores mineradoras do mundo.

Ano promissor para monitoramento de veículos

10:00 am em Notícias, Rastreamento por Viviane Prestes

“O que a 3T procurou fazer foi criar funções no software embarcado, em nosso rastreador, que permitem avaliar o comportamento do motorista sem qualquer sensor ou outro equipamento” (Foto: Portal Transporta Brasil)

O ano de 2012 começou bem para a empresa de rastreamento e monitoramento de veículos 3T Systems. De acordo com informações da 3T, a empresa dobrou a quantidade de veículos monitorados e recentemente lançou um serviço de avaliação comportamental do motorista e que já vem integrado ao rastreador do automóvel. Quem explica mais sobre essas e outras novidades é Germano Guidi acaba de assumir a gerência da 3T Systems.

Segundo ele, o foco da companhia, para este ano, é o transporte de cargas, uma estratégia adotada pela empresa. “[ A entrada no setor de transporte de cargas]se deve à nossa entrada de fato no mercado de carga, que é um desafio que buscamos, e também porque as seguradoras hoje pagam 70% do valor de sinistros para as causas de acidentes/batidas/tombamentos do que propriamente para o roubo de cargas”, conta Guidi.

3T Inovação

A 3T Systems acaba de lançar no mercado a solução 3T Inovação, que minimiza os riscos de acidentes e reduz os custos com combustível e manutenção dos veículos, pois disponibiliza relatórios de simples interpretação, para avaliação e comparação do comportamento dos condutores. Assim, o gestor pode estabelecer planos de ação, baseados em conscientização, treinamento e monitoramento do comportamento dos condutores.

“A ideia surgiu no mercado segurador com o Perfil de Segurado para taxação de seguros de automóvel. Na verdade a idade ou sexo, variáveis usadas no Perfil de Segurado, são medidas indiretas de avaliação de risco. O que importa, na verdade, é a exposição real ao risco que pode ser definidas por: Tempo de Exposição, Momento da Exposição, Região da Exposição Forma de Condução que pode levar a acidentes”, explica Guidi.

De acordo com ele, ainda, o 3T Inovação procurou atender a três premissas básicas, que envolvem baixo custo, facilidade de instalação e imunidade a fraude.

por InfoGPS

Tecnologia embarcada

1:51 pm em Sem categoria por InfoGPS

*Esta matéria foi publicada originalmente na Edição 14 da Revista InfoGPS, de 2010. Por Ágatha Branco e Viviane Prestes

Com um cenário altamente favorável, o setor de rastreamento e monitoramento mostra que não são apenas os altos índices de roubos de carga e veículos os motores que movimentam esse segmento. O investimento em alta tecnologia, sobretudo para gerenciamento de frotas, já é a realidade e uma das pautas mais importantes para as empresas de rastreamento e monitoramento.

Os investimentos já ultrapassam milhões de reais, e os números não param de crescer.

Esse quadro de inovações tecnológicas muda constantemente para o setor, e para discutir os principais anseios e necessidades da área que envolve a tecnologia embarcada, bem como inovações e movimentações no mercado, aconteceu em São Paulo, nos dias 21 e 22 de setembro, o 3º Seminário Gristec de Tecnologia de Rastreamento e Monitoramento, que reuniu mais de 250 participantes no Centro Empresarial de São Paulo (Cenesp). Estes puderam se atualizar sobre os principais assuntos que estão repercutindo no setor de rastreamento e monitoramento, entre eles os aspectos legislativos e tecnológicos, além de sociais e econômicos.

Promovido pela Associação Brasileira das Empresas de Gerenciamento de Riscos e de Tecnologia de Rastreamento e Monitoramento (Gristec) e organizado pela revista e portal InfoGPS, os painéis trouxeram debates e reflexões sobre leis, tendências, estatísticas atuais, projetos, e também atentou para os profissionais da área.

O seminário também contou com o patrocínio da Sascar, Grupo GV e Buonny, e com apoio do UOL, do portal Transporta Brasil, das revistas MundoLogística, Cobertura , Security e Transporte Moderno, do Instituto Nacional dos Executivos de Suprimentos (Inesup), da Associação Brasileira dos Profissionais em Segurança Orgânica (Abso), da Associação Brasileira de Logística (Aslog) e da agência Seg News.

Fotos: Aguinaldo Pedro

Palestras

O primeiro dia foi marcado por apresentações que abordaram os aspectos legais do setor.

“Resoluções 245 e 212 do Contran prometem movimentar o mercado que já identifica cenários de sucesso”, trouxe explicações sobre o Sistema Integrado de Monitoramento e Registro Automático de Veículos (Simrav), que dispõe sobre a instalação do equipamento obrigatório, denominado localizador / antifurto nos veículos novos saídos de fábrica (nacionais e estrangeiros) e sobre a implantação do Sistema de Identificação Automática de Veículos (Siniav) em todo o território nacional. Jorge Augusto da Conceição, analista de Infraestrutura do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) mostrou um panorama geral das funcionalidades e aplicações práticas das resoluções.

André Nazareth, pesquisador do Centro de Pesquisas Von Braun, abriu a segunda palestra do dia, com uma visão sobre o projeto Brasil ID (ou Sistema Nacional de Identificação, Rastreamento e Autenticação de Mercadorias), que irá facilitar o trabalho das empresas na parte de identificação por radiofrequência RFID e garantir mais segurança. “Essa tecnologia rastreia os componentes e produtos acabados, existe um sistema de localização inteligente de produtos, inventário online e automatizado, sistema de monitoramento e auditoria de mercadorias e pessoas um sistema de controle de autenticidade de produtos”, explica Nazareth e complementa que isso também otimiza a linha de produção, uma das suas funções práticas. Nesse painel ainda foi abordada a integração do sistema de Documentos Eletrônicos e do Brasil ID.

Outra repercussão nesta área foi a Lei Estadual 13. 918/09, de São Paulo, que aborda as obrigações legais da rastreabilidade de mercadorias na logística urbana em São Paulo. De acordo com Marcelo Luiz Alves Fernandez, agente fiscal de rendas da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, “agora a fiscalização deixou de ser repressiva para ser preventiva, com os documentos eletrônicos, a fiscalização passa a deter um volume de informações que ela pode trabalhar, tem condições de prever alguns passos e agir com orientações, talvez sem autuações, já orientando melhor o contribuinte e evitando alguns casos de sonegação”.

E para finalizar o primeiro dia de palestras sobre tecnologias de rastreamento e monitoramento, Francisco Gioielli, responsável técnico do Google Enterprise, apresentou dois novos serviços da companhia para o setor: o Google Maps Premier, que ajuda as empresas a colocar os mapas do Google em seus sites internos e públicos, e o Google App Engine, uma forma de criar e hospedar aplicativos na web.

Já no dia 22 foram apresentadas as soluções para o setor de rastreamento e monitoramento, como por exemplo o crescimento da telemetria no cenário brasileiro. Como afirma Romeu Costa Baptista, diretor de Atendimento ao Cliente da Blue Tec, o Brasil já presencia um cenário consolidado em relação a essa tecnologia.

Outro ponto importante do evento foi o debate sobre a visão dos motoristas de caminhão sobre as novas tecnologias embarcadas. E para representar a classe, esteve presente Bernabé Rodrigues, diretor do Sindicato dos Transportadores Rodoviários de Bens do Estado de São Paulo (Sindicam-SP), apontando que os condutores necessitam de preparação para receber as novas tecnologias.

O evento contou ainda com a presença de Sérgio Garcia, diretor operacional da Integra, mostrando o atual cenário de rastreamento e monitoramento, do ponto de vista das empresas. Garcia acredita que a tecnologia que envolve áudio, vídeo e dados (AVD), que está integrada aos rastreadores, será o próximo passo do setor em questão de inovação.“Com uma câmera no interior do veículo será possível gravar e enviar as imagens, tudo isso em tempo real”, afirma Garcia, e completa que no Brasil o custo alto é um empecilho para a implantação efetiva do serviço.

No final da tarde o evento mostrou o status atual do Procarga (Programa de Prevenção e Redução de Furtos, Roubos, Apropriação Indébita e Receptação de Cargas), da Secretaria de Estado de Segurança Pública de São Paulo, que auxilia o serviço das polícias civil e militar a otimizarem os atendimentos à população. “As polícias civis e militar podem usar o sistema de diagnóstico geocriminal, que a partir do sistema Infocren, para colocar os dados que necessitam, através de um mapa”, diz Waldomiro Pompiani Milanesi, assessor do Secretário da Segurança Pública de São Paulo e coordenador do Procarga.

Tendências

Segundo Romeu Costa Baptista, “a telemetria está cada vez mais sendo requisitada pelos transportadores, principalmente os embarcadores no Brasil. Esta tecnologia começou nos anos 90 e hoje já está bem consolidada e a tecnologia avançou muito, então pode-se dizer que essa tecnologia no Brasil hoje é uma tendência muito forte de mercado”, e ainda destaca que um dos principais benefícios da telemetria é a segurança rodoviária, para minimizar acidentes, além do setor econômico, devido às suas outras funcionalidades.

De acordo com Wanderley Sigali, diretor da Gristec, o resultado final do evento foi positivo. “Conseguimos atingir nossos objetivos e tivemos um plenário heterogêneo nos debates, voltados para as empresas ligadas ao setor, tivemos um bom público, aproximadamente 250 pessoas, e os temas debatidos foram de bastante interesse para essa comunidade. Assim, evoluímos bastante da primeira edição para este terceiro seminário”, finaliza Sigali.

Palestrantes

por InfoGPS

De olho nas soluções antijammer

4:50 pm em Edição 14, Edições, Notícias, Rastreamento, Segurança, Seções das Edições por InfoGPS

*Por Ágatha Branco e Viviane Prestes. Esta matéria foi publicada na edição 14 da Revista InfoGPS, de dezembro de 2010.

Quando uma solução tecnológica aparece no mercado logo surgem outras tecnologias para desestruturar os códigos e causar panes no sistema, principalmente se envolvem produtos, como cargas ou dados confidenciais. Foi assim com os computadores, que foram infectados e hoje é impossível contar quantos vírus circulam diariamente nas redes. Com os rastreadores de veículos, baseados em CDMA/GPRS, não foi diferente. O jammer é um equipamento largamento usado por criminosos no roubo de cargas. Ele inibe o sinal entre o caminhão e a central de monitoramento. Mas, então o que fazer para evitar que esse tipo de situação aconteça?

Entidade testa dispositivos

O Cesvi (Centro de Estudos Automotivos) realizou testes em campo, durante oito meses, para comprovar a eficiência dos aparelhos rastreadores disponíveis no mercado contra o jammer. De acordo com o resultado divulgado pela entidade, as 300 marcas que foram submetidas ao teste não conseguiram ser imunes ao aparelho invasivo. Paulo Roberto Weingartner , analista técnico da Cesvi, confirma o resultado e ressalta que os equipamentos baseados na radiofrequência não foram testados. “Nós usamos o jammer específico para CDMA e GPRS e constatamos que nenhum aparelho estava imune ao sinal de perturbação do jammer”, diz Weingartner.

O centro adquiriu o jammer para a realização de pesquisas, devidamente autorizadas por autoridades legais. Esse equipamento foi desenvolvido para aplicações que exijam o bloqueio do sistema de comunicação de um determinado local, como para bloquear toda a telefonia móvel da região, similar aos utilizados em presídios.

As empresas fabricantes de equipamentos de rastreamento estão buscando desenvolver produtos imunes à ação do “jammer”. Entretanto, até o momento, todos os equipamentos testados pelo Cesvi Brasil, mais de 300 marcas, não conseguiram ser imunes ao jammer.

Como funciona o Jammer

O modelo mais utilizado funciona criando um sinal (ruído) em banda larga – BBN (Booardband Noise Jamming) – em que o circuito interfere nas bandas de comunicação presentes na telefonia móvel nacional. O “jammer” realiza uma interferência (perturbação) entre o veículo e a antena operadora – o que provoca a perda de comunicação com a rede de telefonia móvel.

No telefone celular, quando uma ação dessas ocorre, o display apresenta as seguintes mensagens: “fora de serviço”, “procurando rede”, ou algo similar que evidencie que o aparelho está sem comunicação. É quando o aparelho fica inoperante, e o infrator pode definir uma rota para o veículo, sem que a central de monitoramento possa rastreá-lo.

Outro ponto a ser destacado é que o ‘jammer’, instalado em um veiculo, chega a inibir também o sinal de rastreamento e bloqueio de veículos em um raio de, em média, 10 metros, dependendo de sua potência.

Alon Lederman, diretor comercial da Ituran do Brasil, conta que o jammer é um equipamento que causa uma interferência nos sistemas de rastreamento que operam pela comunicação móvel celular, provocando a perda da comunicação entre o rastreador GPS/GPRS, instalado no veículo, e a rede de telefonia móvel. “Como a tecnologia de radiofrequência não utiliza a rede das operadoras de celular, os jammers não conseguem bloquear a comunicação via radiofrequência”explica Lederman.

Central de monitoramento da Ituran

Central de monitoramento da Ituran (Foto: Ituran)

A empresa conta com antenas próprias e tecnologia resistente a interferências. “Esta tecnologia também está presente no rastreador sem fio da Ituran. Com seu tamanho reduzido e de fácil instalação (motos, carros, caminhões) e até em cargas”, completa Lederman.

Soluções

Paulo Rodrigues, diretor da Autosat, ressalta que os equipamentos da Autosat têm detectores de jammer, são baseados em radiofrequência além de que as empresas trabalham com um sistema de rastreamento, e não com rastreadores isolados. A ‘Arquitetura Distribuída’ é um dos principais sistemas usados pela empresa e que segundo Rodrigues garante mais segurança. A empresa usa um sistema de módulos inteligentes interligados do veículo. Ele também aponta que há uma concepção errada de que os comunicadores satelitais não são jameáveis. Uma das soluções viáveis ressaltada por ele é o sistema de radiofrequência, que na e empresa tratam-se de módulos físicos separados porém interligados através de um sistema. Para o diretor da Autosat é preciso aliar estratégias tecnológicas e técnicas, incentivando o setor de engenharia a construir novas soluções para esse tipo de problema.

O ideal é impedir a produção e venda desse tipo de produto. “Hoje com duzentos reais qualquer um pode comprar um aparelho deste. Minimizar a entrada e a comercialização desse tipo de equipamento já caberia em uma estratégia de combate e segurança nas fronteiras. Ainda é preciso um gerenciamento de riscos mais efetivo, oferecer soluções de inteligência, proteção mecânica, eletrônica e de comunicação. Investir em tecnologia, principalmente no setor de engenharia”, explica Rodrigues.

Alexandre Cifarelli , Gerente de Marketing & Comunicação da Zatix, conta que a Ominilink empresa que faz parte do grupo, lançou na Fenatran de 2009, uma solução antijammer que não simplesmente detecta o sinal, como executa ações integradas ao sistema. “A solução faz com que possam ser tomadas ações preventivas. No momento que o rastreador detecta a ação de um jammer, o equipamento executa ações sozinhas, já programadas para este tipo de situação. Não é um serviço adicional, já está incluída no hardware, para equipamentos adquirido após 2009”, completa.

Cifarelli conta que essa solução foi desenvolvida para caminhões e cargas, não para veículos de passeio, onde o equipamento instalado é mais simples. “O ladrão que rouba carga ou caminhão não é o mesmo que rouba um carro de passeio, por isso nosso foco para esta solução está integrada em equipamentos para caminhões, frotas e cargas” explica.

Em outubro de 2010 a Findme, lançou um rastreador satelital, que segundo informações do diretor da empresa, Theodoros Megalomatidis, dispensa instalação elétrica, e que não é afetado por jammer GSM

“Como o rastreador é compacto e não precisa de instalação elétrica pode ser usado de forma discreta em contêiner e carretas sendo uma ótima opção para sistema de backup ou mesmo principal. Além disso, seu uso pode ser alterado entre os veículos da frota sem qualquer custo adicional reduzindo o investimento do cliente”.

O rastreador mede 18,0 x 9,0 x 2,0 centímetros, incluindo as antenas e baterias, pesa apenas 380 gramas, tem duas portas para sensores, funciona com bateria de lítio, tem sensor de movimento interno, programação de cercas eletrônicas embarcadas e possibilita diversas programações de operação sendo que a mais usada é de uma localização a cada trinta minutos quando está em movimento e um a cada oito horas quando está parado.

Redundância

Segundo Lederman, as vendas de tecnologia de radiofrequência da Ituran vêm crescendo exponencialmente, “somente no ano de 2010 foram instalados mais de 80 mil equipamentos, um crescimento de 30% em relação ao ano de 2009”, afirma Lederman.

A vantagem da tecnologia de radiofrequência é o fato de ser imune aos jammers e possibilitar a localização do veículo até em locais cobertos e fechados, ideal para os centros urbanos.

Marcelo Orsi, gerente de marketing da Tracker do Brasil, afirma que hoje a empresa atua com duas principais tecnologias, GPS/GPRS focado para transporte e logística e radiofrequência para furto e roubo de veículos. Para Orsi o jammer foi visto como uma oportunidade de crescimento no mercado de tecnologia embarcada por radiofrequência., que acaba funcionando como uma opção de redundância que “hoje é muito comum uma frota contar com tecnologias e empresas diferentes , monitoramento e gerenciando a sua carga ou caminhão”, afirma.

As empresas de tecnologia embarcada investe milhões para criar novos dispositivos com o intuito de inibir roubos, de melhorar a logística e precisão dos atendimentos. E para atender um mercado cada dia mais exigente por tecnologias que sejam precisas em suas informações e que demonstrem segurança em caso extremos.

Evitar o roubo de uma carga não é uma tarefa fácil, pois os ladrões são mais especializados. Por isso as empresas do mercado de rastreamento investem milhões em desenvolvimento de novas tecnologias, serviços e produtos para atender às necessidades do mercado.

Segundo Lederman, engenheiros da Ituran na matriz em Israel estão em constante desenvolvimento.

Orsi enfatizou que o investimento em pesquisa faz parte de um conjunto de operações realizadas pela Tracker do Brasil.

Cifarelli também informou sobre investimentos em tecnologia, segundo ele o desenvolvimento da solução de detecção do jammer levou alguns meses para ser desenvolvida. “ Não basta apenas detectar, tivemos que automatizar ações pós detecção, o que gerarou meses de investimento e estudo na tecnologia”, disse.

Quanto Custa

• A Ituran possui uma solução que utiliza as duas tecnologias: GPS/GPRS e RF. Esta solução é comercializada no formato de comodato, onde só é cobrado o valor da instalação de 199 reais e mensalidades a partir de 99 reais. Não existe custo do equipamento.

• O equipamento satelital da Findme custa 980 reais e a taxa mensal varia de 50 reais a 159 reais e não tem custo de instalação.

• A Tracker do Brasil informou que a adesão custa 999 reais* e a mensalidade 129 reais*.

• As soluções antijammer da AutoSat variam em 1.5 mil reais aparelhos com bloqueio mais 1.2 mil reais aparelhos com a comunicação satelital.

• As soluções Omnilink com antijammer estão a partir de 3 mil reais e a licença de uso mensal a partir de 140 reais. Essa solução não é cobrada a parte, faz parte dos rastreadores Omnilink com inteligência embarcada.

O custo de cada produto está relacionado com a tecnologia de localização, por isso existe uma grande variação entre uma ou outra marca. Vale lembrar que cada solução é indicada para um tipo de uso, seja no centro da cidade, seja nas estradas brasileiras.

*Os valores estão sujeitos à alteração.


por InfoGPS

O segredo do sucesso

6:01 pm em Edição 14, Edições, Marcos Rodrigues, Notícias, Rastreamento, Seções das Edições por InfoGPS

*Por Marcos Rodrigues (marcos@kretta.com.br). Este artigo foi publicado na Revista InfoGPS nº 14, em dezembro de 2010.

Muitos anos atrás eu conversava com um senhor na ponte aérea, rumo ao Rio de Janeiro. Era o CEO da rede McDonald’s, que iniciava seus serviços no Brasil. Ele me perguntou se sabia a que se devia o sucesso da rede. Disse:

- Sim, claro. Aos bons hambúrgueres.

- Não, à nossa gestão imobiliária, valorização de pontos, aluguel para franqueados etc. E em segundo lugar? Insistiu ele.

- Hambúrguer, claro.

- Não, disse ele. Prestar serviços para os franqueados. Hambúrguer, vem depois, é o que se vê de fora. Demorou para o McDonald’s descobrir, lá atrás, que nosso negócio se sustentava no imobiliário e nos serviços. Não foi fácil, disse ele.

Esta história me vem à mente quando contemplo as empresas de rastreamento. Pergunte a uma empresa onde ela se sustenta. As respostas serão variadas: rastreando veículos, recuperação de veículos, gerenciamento de frotas, apoio a processos logísticos, entre outros. Estas não são respostas erradas, são apenas enganosas.

As empresas de rastreamento não são todas iguais, têm vocações, portes e origens diferentes. São variadas, mas não muito. Como ocorre a decolagem de uma empresa de rastreamento?

Com raras exceções, as empresas mais antigas nasceram da percepção de que se podia conectar um receptor GPS a uma placa de celular e implantar a comunicação entre veículo e um servidor de dados. E que, então, se podia visualizar o veículo sobre o mapa e oferecer uma gama de serviços associados à localização. Em nosso país preponderou o foco na segurança.

Foi assim que iniciaram a maioria das empresas. Hoje começam outras, com rastreadores sofisticados. Pequenas empresas, com poucos clientes. Com propósito ainda não muito definido. Carga? Casco? Logística? A resposta formal pode ser uma, mas não se discute que o importante é aumentar logo a carteira de clientes. É preciso crescer, logo. Decolar. Vendas é a primeira turbina do sucesso, não surpreende.

Mas o mundo tecnológico é rápido. A todo tempo aumentar a oferta de rastreadores, e despenca o preço. É natural que a empresa adote um novo rastreador. Melhor, mais barato ou com novas funcionalidades. É nesse momento que é dado o primeiro passo da empresa rumo à complexidade, não antevista.

Nova tecnologia embarcada significa novos processos de instalação, qualificação de instaladores, habilitações e muito mais. Significa manutenção de novos equipamentos, protocolos de comunicação, estoques. Crescimento significa gestão de equipes maiores, gestão de contas, rastreadores diversos rodando por todo país e sua notória heterogeneidade territorial, técnica e de serviços. Há que assegurar a manutenção destes rastreadores. Não podem ficar fora do ar. Caminhões não podem esperar. As questões de logística e segurança são sérias, com graves responsabilidades que podem levar a processos jurídicos.

A empresa, então pequena, gradualmente passa a lidar com vários tipos de rastreadores e gere seus veículos com vários softwares, não integrados. Começam a surgir os problemas de instalação, de agendamento e validação da instalação, de manutenção, de cobrança, etc.. Cresce o call center, aumentam os problemas de supervisão de sistemas. Problemas que não eram relevantes na empresa, pequena e jovem, passam a ser críticos.

Expande a demanda por soluções que atendam a nova variedade de clientes. A complexidade aumenta muito e as soluções naturalmente vêm da Tecnologia de Informação (TI). Cresce a área de TI na empresa. Às pressas, muitas vezes desarticuladamente. Mas a empresa tem que lidar com novas questões de uma maneira eficaz, segura e duradoura que permita o crescimento com qualidade. TI é a segunda turbina do sucesso, não pode ser outra.

Assim decola uma empresa de rastreamento e quem assegura seu crescimento sustentável é, de um lado, vendas e de outro TI. Há outros fatores, claro, mas são outros fatores.


Link oferece sistema de rastreamento náutico

3:26 pm em Notícias, Rastreamento por Viviane Prestes

A Link Monitoramento, empresa paranaense especialista em monitoramento de veículos, também conta com sistema de rastreamento para meios de transporte fluviais, devido principalmente aos ataques de piratas, que são rápidos e violentos.

Isso acontece pois não há fiscalização necessária para abordar os barcos em locais isolados, geralmente rodeados por matas fechadas, além do pouco controle nos portos.

De acordo com o informações do Portal SEGS, no Amazonas e no Pará a cada 12 dias uma embarcação é vítima de ataques de piratas. E a situação ainda é poio na baía do Guarujá e na Ilha de Marajó, ambas localizadas no Pará.

“Com o monitoramento é possível saber onde o objeto rastreado está em um determinado momento; limitar o espaço onde pode circular, por meio de rotas pré-estabelecidas ou cerca eletrônica; definir limites de velocidade e calcular distâncias percorridas”, explica Sílvio Torres, presidente da Link Monitoramento.

Quer saber mais sobre navegação e LBS, visite a rede social GeoConnectPeople.

BH recebe franquia da Link Monitoramento

5:42 pm em Notícias, Rastreamento por Viviane Prestes

A Link Monitoramento, empresa paranaense especializada em rastreamento e monitoramento de veículos, pessoas e objetos, está instalando em Belo Horizonte, capital mineira, a primeira franquia da Link na cidade.

Em Belo Horizonte, a franquia será administrada pelo empresário Hudson Costa, que escolheu a região ao perceber a carência de um serviço como esse na cidade.

“Com a Link é possível saber onde objeto rastreado está em um determinado momento; limitar o espaço onde pode circular, por meio de rotas pré-estabelecidas ou cerca eletrônica; definir limites de velocidade; calcular distâncias percorridas e informar o cliente de três em três minutos sobre o que está sendo monitorado”, explica Sílvio Torres, presidente da franqueadora.

Conecte-se a rede social GeoConnectPeople.

Equipamento jammer é encontrado na Rocinha

5:30 pm em Notícias, Rastreamento por Viviane Prestes

Um equipamento jammer, ferramenta usada para bloquear o funcionamento de rastreadores, que operam por GPS, foi encontrado hoje por policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope), em uma das buscas no esconderijo de armas e drogas da quadrilha do traficante Nem, preso no último dia 10.

De acordo com informações da revista Veja, os policiais apresentaram o aparelho como sendo um rastreador usado pelo traficante para localizar o esconderijo, depois que a situação na favela estivesse mais calma.

Ainda, especialistas em segurança, ouvidos pelo veículo de comunicação, afirmaram que o equipamento é capaz de bloquear sinais de celulares e GPS em um raio de 10 metros.

Fonte: Veja

Gristec renova selo da 3S

3:35 pm em Notícias, Rastreamento por Viviane Prestes

A Gristec (Associação Brasileira das Empresas de Gerenciamento de Riscos e de Tecnologia de Rastreamento e Monitoramento) acaba de renovar o Selo Gristec de Certificação e Qualificação, versão 2011, da empresa atuante no setor de rastreamento e monitoramento 3S Soluções Integradas em Logística de Frotas Automotivas. A atualização do selo é feita pelo Instituto Totum, especializado em gerenciamento de selos para várias empresas nacionais.

O selo da Gristec é concedido à empresas altamente qualificadas que atuam no segmento de gerenciamento de riscos e de tecnologia de localização e bloqueio. Clovis Manfio, gerente da 3S, garante que o Selo Gristec é mais um ferramenta de diferenciação ante ao mercado. “Com satisfação temos notado que não somente as gerenciadoras de riscos e as seguradoras têm adotado o Selo Gristec como referência, mas o consumidor final também. Nos últimos meses temos participado de grandes cotações em que o selo aparece como requisito para a pontuação dos concorrentes”, afirma.

Além da 3S, outras empresas associadas à Gristec contarão com renovações do selo ainda este ano, como a Buonny Projetos, Open Tech, 3T Systems e Skymark.

Acesse a rede social GeoConnectPeople.

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