*Esta matéria foi publicada originalmente na Edição 14 da Revista InfoGPS, de 2010. Por Viviane Prestes
Você já pensou que os mapas estão por toda a parte? Ou parou para pensar quantas vezes usou um esquema de mapeamento de suas ações? Para as empresas de qualquer ramo é quase que essencial ter um sistema de monitoramento, onde se possa rastrear cada passo de seus ativos. O investimento é alto, porém agiliza todo o processo de trabalho e otimiza os serviços.
O III Encontro de Usuários MapInfo, que aconteceu em São Paulo em novembro, mostrou como um sistema de mapeamento é umas das ferramentas que contribuem efetivamente para o gerenciamento de vários empreendimentos. A PBBI (Pitney Bowes Business Insight), divisão de softwares de Pitney Bowes Inc. e a Geograph, empresa representante dos softwares de mapas, reuniram profissionais de todo o país para discutir as aplicações do MapInfo por empresas públicas e privadas.

Integração de sistemas melhorou o desempenho da coleta da Vital Engenharia Ambiental (Fotos: Lúcia Teixeira/Geograph)
O evento contou com a presença dos executivos da PBBI, com destaque para Moshe Binyamin, gerente global de produtos da empresa, que afirma a importância do evento para a companhia entender mais sobre os consumidores e também compartilhar as novidades globais do setor com estes. Ainda, Binyamin destaca que é importante saber mais sobre o mercado brasileiro e problemas que os usuários estão enfrentando e que precisam ser resolvidos. “Continuar a interagir consumidores, parceiros e fornecedores é o que este tipo de evento proporciona para o mercado, aprender mais sobre esses consumidores e estes a conhecer melhor a perspectiva global”, diz o gerente.
Ricardo Sahagun, diretor de vendas da PBBI para a América Latina e Caribe, salienta que a PBBI está fazendo um grande investimento em todo o mercado latino-americano e que 60% está focado no país. “O Brasil é um dos países mais avançados na região, e teremos muito sucesso por aqui, pois a economia nacional está favorecendo isso”, completa Sahagun.
Carlos Eduardo, sócio diretor da Geograph, conta que “conseguimos atingir nossos objetivos, com este evento, e nesta terceira edição do encontro tivemos praticamente 70 a 75% de novos participantes. Ou seja, nós já temos seis mil usuários no Brasil, fazemos um evento e temos 75% de novos participantes pela primeira vez, pois os clientes mais antigos já têm um contato com a empresa, pessoal ou pela internet, já deixa bem claro que há um interesse grande por parte do novo usuário. Ou seja, o mercado está aí e temos muita gente nova para essa área”, e completa que, com as novas tecnologias disponibilizadas pela internet, as pessoas em geral estão se acostumando com o geoprocessamento.
Location Intelligence
O uso das soluções baseadas em geolocalização já é bem visível no geomarketing, que usa a localização geográfica como um dos compostos do marketing de uma empresa, e agora está mais acentuada pelo crescimento da Location Intelligence.
Pense no seguinte: um sistema de transporte de uma cidade como Campinas, que tem mais de um milhão de habitantes, precisa ser constantemente, se não de minuto a minuto, monitorado. Dessa forma a Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) está utilizando o MapInfo no planejamento de como a entidade deve agir na cidade. Daniel Luís Nithack e Silva, chefe do departamento de georreferenciamento e sistematização de dados, afirma que “conseguimos agregar informações para um planejamento, para estudos presentes e ações necessárias, urgentes e outras para o futuro, assim como a redução da acidentalidade. Hoje em Campinas ocorreu também em função do uso da ferramenta”. Silva explica que um dos problemas que foi resolvido com o sistema de mapas envolvia a nomenclatura das ruas da cidade, que estavam com a grafia errada, além da confusão entre nomes de rodovias, avenidas e praças.
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Outro caso, agora voltado para gerenciamento de resíduos sólidos, foi o projeto implantado pela Vital Engenharia Ambiental, que está usando o MapInfo em conjunto com o sistema Rascol, da Rassystem, há sete anos. “O Rascol foi sendo otimizado e até a metodologia de construção do planejamento da coleta de resíduos sólidos também foi sendo aperfeiçoado. Antes a metodologia era muito estática, nós fazíamos um plano e este não era atualizado. Com a utilização mais intensa do MapInfo nós pudemos chegar a um nível de processamento e de atualização beirando quase o fluxo de próprio resíduo”, diz Raphael Orlando de Almeida, da Rassystem. E ainda acrescenta que a empresa consegue controlar toda a atividade do caminhão (percurso e paradas) através deste sistema de integração. “Hoje nós temos o MapInfo aliado ao Rascol e podemos verificar o que foi planejado e efetuado, e corrigir o plano em um curto período, antes da integração as empresas tinham muita dificuldade em lidar com seus dados”, finaliza Almeida.
Sahagun diz que, para sistemas de transportes, a exemplo da coleta de lixo, há duas formas de operar, “você pode fazer um planejamento prévio da operação, que não precisa de rastreamento, mas você confia que os operadores irão fazer o planejado, porém na prática você acaba não sabendo se as pessoas estão colocando os resíduos no lugar correto, por exemplo. Agora, uma operação mais simples é falar ‘esse é o seu território, vou monitorar e me assegurar que você esteja cobrindo a área de operação e a Location Intelligence pode de forma automática dizer se o trabalho foi feito ou não, através de uma central de controle”.
*Título original: Empresas apostam em softwares de mapas para gerenciar ações