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Preços altos fazem Google Maps perder popularidade

11:38 am em Mapas na Web e Geoinformação, Notícias por Viviane Prestes

O Google já vinha cobrando uma taxa de serviço referente ao uso do Google Maps, para grandes empresas. Mas em outubro de 2011 anunciou que começaria a cobrar de sites menores o uso da ferramenta de localização. Porém, a ideia não agradou esses potenciais clientes da gigante de buscas. O resultado foi esperado, esses sites independentes se rebelaram e decidiram deixar de usar o Google Maps.

Uma das alternativas é o OpenStreetMap, serviço de mapas colaborativos, de acordo com o jornal The New York Times. Mas a preocupação do Google não para por aí. A empresa anunciou dois novos sites que encorajam criadores de aplicativos de todos os níveis de competência a utilizar seus mapas para serviços de localização e software para celulares. Um dos sites oferece instruções de direção fáceis para chegar a um endereço, e o outro é uma galeria de coisas que as pessoas criaram usando o Google Maps, segundo o jornal.

Fonte: Folha de S. Paulo

por InfoGPS

Navteq agora na câmera Coolpix, da Nikon

11:53 am em LBS e Navegação, Notícias por InfoGPS

*Da Assessoria de Imprensa

A Navteq, empresa  global no fornecimento de mapas, dados de trânsito e localização, que permitem a navegação, serviços e publicidade móvel em todo o mundo, foi a fornecedora escolhida para prover mapas e conteúdo geográficos para a série de câmeras digitais compactas COOLPIX AW, da Nikon. A AW100 é a primeira câmera compacta da Nikon à prova d’água, resistente a choques e ao frio. O dispositivo também é equipado com novos recursos, incluindo suporte à GPS, bússola eletrônica e um display de mapas.

Uma exclusividade da AW100 é a capacidade dos usuários identificarem sua localização exata no display do mapa que vem pré-carregado nos dispositivos. Os aparelhos são equipados com a funcionalidade de GPS (Sistema de Posicionamento Global), permitindo que as imagens sejam geomarcadas para serem identificadas por meio dos dados de Pontos de Interesse (POIs) fornecidos com o mapa NAVTEQ. O mapa NAVTEQ oferece atualmente milhões de POIs em mais de 50 categorias, incluindo restaurantes, atrações turísticas, lojas, hotéis e muito mais. Com isso, a AW100 vai reconhecer sua localização e exibi-la por longitude e latitude, ou por meio do nome do local. Com a integração de mapas e conteúdo de localização na AW100, os usuários agora podem organizar geograficamente suas fotos, assim como identificar facilmente a posição exata e quando a foto foi tirada.

A AW100 já está disponível mundialmente (exceto na China).

por InfoGPS

GPS e Serviços de Trânsito

11:54 am em Edição 14, Edições, LBS e Navegação, Notícias, Seções das Edições, Soluções por InfoGPS

*Esta matéria foi publicada originalmente na Edição 14 da Revista InfoGPS, de 2010

A gestão do trânsito é um assunto de grande importância na vida de milhões de pessoas. Com a popularização do GPS na localização de veículos e pessoas em todo o mundo, para assistência à navegação, novas soluções vêm surgindo para a gestão do tráfego. Os conceitos e tecnologias ao redor deste tema, batizado de ITS (Sistemas de Transportes Inteligentes, em inglês), foram discutidos por empresas e governos do mundo inteiro na última semana de outubro, na Coréia do Sul, no 17º Congresso Mundial de ITS.

O Brasil foi assunto nos artigos apresentados por profissionais da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), da USP/GAESI (Departamento de Energia e Automação Elétricas/PEA-USP), e pela empresa de mapas digitais Multispectral.

Durante o evento apresentei um artigo produzido em conjunto com os consultores Alberto Toshio Kotsuka Junior e André de Souza Carvalho, especialistas em ITS, abordando o cenário atual da mobilidade urbana nas cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 no Brasil e a oportunidade de investimentos sem precedentes que no país terá nos próximos seis anos, uma vez que teremos também, os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

A gestão do trânsito engloba policiamento, resposta de emergências, planejamento, legislação, iluminação pública, fiscalização de estacionamento e formação de motoristas. É possível imaginar que a tecnologia GPS, e outras relacionadas à telemetria, podem melhorar muito a gestão do trânsito pelas instituições responsáveis, e também ser base para serviços de trânsito para pessoas e empresas. Uma solução típica com GPS, por exemplo, pode identificar as suas coordenadas geográficas e usar a rede de comunicação celular (GPRS/GSM) para enviar essas informações para um servidor. Com isso, a empresa pode seguir todas as posições de seus veículos e gerenciá-los remotamente através de um website, sendo capaz de abrir/fechar portas, dar permissão para parar ou acionar alarmes para veículos fora da rota programada. De forma similar, o transporte público com a solução GPS pode fornecer o horário que um determinado ônibus vai chegar a um determinado ponto de parada, bem como acompanhar o número de usuários em cada veículo.

Informações de câmeras de vídeo, de sensores nas vias e de profissionais que passam relatos por rádio para uma instituição responsável pela gestão do trânsito podem ser combinadas com informações recolhidas de dispositivos GPS, tais como a velocidade observada ou percursos recomendados. Esta é a tecnologia utilizada para gerar informações em tempo real para a mobilidade dos motoristas e melhorar a eficiência dos transportes públicos. Contudo, é esperado um longo caminho para o surgimento de novas soluções neste sentido, especialmente pela dificuldade de integração (mais de interesses do que de tecnologias) entre os diversos geradores e usuários das informações envolvidas. Há cerca de 1,2 milhão de veículos monitorados no Brasil, e um volume de negócios superior a U$ 1,5 bilhão por ano. Esta indústria oferece produtos e serviços para localizar e gerenciar cargas e frota de veículos, transporte público e customização para aplicações específicas, como gado ou prisioneiros, por exemplo.

O uso de informações em tempo real para navegação começou em 1997, com o primeiro serviço de TMC operacional na Europa. O TMC (Traffic Message Channel), utiliza o sinal de rádio FM, mais especificamente uma sub-faixa do sinal chamada RDS, e usa códigos para se referir a locais e eventos, provendo em tempo real as condições de trânsito e clima para aparelhos com antena TMC. A vantagem é que este serviço é cobrado somente quando você compra a antena, e não exige pagamento mensal. Por outro lado, as redes GPRS/GSM e 3G contam com uma boa cobertura, e qualquer dispositivo de navegação com um chip de celular comum, ou um celular com GPS pode, além de receber informações de trânsito em tempo real, ser um terminal para intercâmbio de dados com a internet de forma geral, tornando possível o acesso a um número muito maior de informações atualizadas, tais como programação de filmes, preços de gasolina, eventos/festas e promoções. Atualmente já estão disponíveis aplicações para frotas de veículos com troca de dados entre motoristas e centrais de monitoramento, como endereços de coleta/entrega e mensagens curtas, tratando-se de uma ferramenta de logística eficiente e acessível.

As operadoras de celular no Brasil têm como meta atingir a cobertura de todas as cidades brasileiras com a tecnologia GPRS/GSM (pelo menos uma ERB por cidade). Esta obrigação, imposta pelo governo federal, vai dar a estas empresas o direito de operar com a tecnologia 3G. A expansão das redes 3G também foi expressiva, passando de 355 municípios em outubro de 2008 para 739 municípios em outubro de 2009. Isso representa 75,8% do potencial de consumo no Brasil, 108,7 milhões de habitantes e 32 milhões de domicílios. De fato, observa-se no Brasil um número crescente de aplicações envolvendo GPS e comunicação móvel. A venda de aparelhos de navegação e telefones móveis com GPS aumenta todos os anos, no país. Foram vendidos cerca de 500 mil dispositivos de navegação em 2009, e estima-se cerca de 3 milhões de celulares com GPS em 2010.

Entretanto, as soluções de transporte inteligente não param no GPS. A tecnologia RFID, um componente passivo (não transmite, apenas reflete um sinal) embutido nas portas de entrada de centros de distribuição e supermercados, identifica remotamente o veículo e toda a carga com ele. Este tipo de tecnologia permite rastrear um único pacote em todo o mundo, porque ele não precisa de energia para operar, e sua localização é associada com os veículos, centros de distribuição, endereços de lojas e até o seu carrinho de compras – onde há um leitor RFID. Esse é o tipo de tecnologia que está sendo usado na comunicação entre veículos e infra-estrutura rodoviária. Em operação em muitos países, transmissores ao longo das ruas e estradas são capazes de ler os dados dos veículos. Isso permite que os semáforos sejam sincronizados de acordo com o fluxo de carros, ou que veículos de emergência recebam sinal verde para a sua passagem. Além disso, aplicações para automóveis de frota incluem a reserva de uma vaga para estacionamento ou a localização de entregas na estrada, onde o endereço é pouco preciso.

Essa é uma realidade emergente para muitas cidades e estradas na Europa e Estados Unidos, criada não apenas para melhorar a segurança do trânsito e a mobilidade dos viajantes, mas também para melhorar a eficiência energética e qualidade do ar. Este tema é discutido nas maiores empresas de telecomunicações, montadoras de veículos, infraestrutura de estradas e na esfera governamental, a fim de desenvolver uma plataforma universal para a comunicação veículo-para-veículo (V2V) e veículo-para-infraestrutura (V2I), garantindo a implantação de um sistema abrangente, a privacidade de dados e a aceitação pública.

No Brasil, uma recente legislação chamada SINIAV (Sistema Nacional de Identificação Automática e Veicular) prevê a instalação de um componente RFID em cada veículo, a começar em 2011. Haverá leitores de RFID nos principais semáforos e outros pontos importantes do sistema viário, capazes de ler as informações dos veículos, como número de chassis e RENAVAN (Registro Nacional de Veículos Automotores). Seu objetivo principal é identificar veículos envolvidos em crimes ou não registrados, mas também irá tornar o controle de pedágios e taxas muito mais fácil. O componente previsto no projeto SINIAV é barato – em torno de 5 mil dólares- e instalado facilmente. Os leitores de RFID podem custar até 3 mil dólares. De acordo com a expectativa do governo, todos os veículos no Brasil serão localizados em tempo real dentro de cinco anos. Isso abre um novo horizonte para as aplicações de serviços de trânsito e soluções, para 2014 e 2016.

As maiores instituições de ITS no mundo estão pesquisando tecnologias de comunicação V2I e V2V. Nos Estados Unidos, o governo das maiores cidades e os principais fabricantes de veículos estão desenvolvendo uma unidade para estradas (RSU – Roadside Units), que recebe dados de veículos a uma distância de até mil metros, utilizando comunicação sem fio em frequência exclusiva para essa finalidade. À medida que esta tecnologia também está em cada veículo, estas unidades transmitem condições de trânsito, segurança e outras informações para os veículos que passam, e os veículos podem trocar dados entre si. Uma conexão sem fio é formada espontaneamente para evitar estradas congestionadas e colisões de veículos. Na Comunidade Europeia, o instituto ERTICO e o Centro Ricerche Fiat da Itália coordenam o projeto CVIS (Co-operative Vehicles Infrastructure Systems). Seu objetivo é unir governo e os fabricantes de veículos para projetar, desenvolver e testar novas tecnologias de comunicação V2V e V2I, considerando também os sistemas de tráfego existentes. A ERTICO é uma instituição madura para a pesquisa de ITS e mantém informações sobre suas pesquisas em seu site.

*Por Wagner Pacífico

por InfoGPS

Redes Sociais para Localização

6:00 pm em Edição 14, Edições, LBS e Navegação, Notícias, Rafael Siqueira, Seções das Edições por InfoGPS

*Este artigo foi publicado originalmente na Edição 14 da Revista InfoGPS, de 2010

Não há mais dúvidas: as redes sociais voltadas à localização já dominaram o mundo e ainda vão apresentar surpresas. Hoje, muitas empresas usam seus perfis não apenas para divulgar seus produtos e tentar destacar ainda mais a sua marca, mas também para contratações de profissionais que estão interagindo com outros usuários nessas redes.

Uma das ferramentas que envolvem localização mais conhecidas hoje no Brasil é o Foursquare. Em abril, com um ano de existência, o aplicativo atingiu a marca de 2 milhões de usuários ao redor do mundo. Por conta desse grande boom de geolocalização nas redes sociais, e com a participação do Foursquare no evento SXSW, em março de 2010, foi preciso apenas mais três meses para esse número dobrar. O Foursquare ganha cerca de 15 mil novos usuários a cada dia, segundo o fundador Dennis Crowley. Há também uma média de um milhão de check-in feitos a cada semana. Com esse crescimento, o Foursquare passa a valer 95 milhões de dólares.

O site está preparando a versão 1.9 que terá uma nova apresentação dos mapas na tela. Agora é possível ver onde seus amigos estão sem precisar ir até a sessão de atualizações.

A empresa também está em negociação com provedores de buscas como Google, Microsoft e Yahoo para incluir informações sobre serviços ao redor do resultado de busca feita pelo usuário. De acordo com o Crowley, essa união de serviços poderia enriquecer muito as buscas. A ideia é que o usuário procure um bar por sua popularidade e pela quantidade de pessoas que estão no local. Esse serviço pode alavancar vários projetos no mundo todo.

Outra rede social que também vem chamando atenção lá fora é o Google Latitude. Ainda não é muito conhecido aqui no Brasil, mas também está nessa disputa acirrada para conquistar o mundo da geolocalização. Na verdade, eles já conseguiram atrair mais de 3 milhões de pessoas em 1 ano, sendo a grande maioria dos usuários dos Estados Unidos. A principal explicação para esse crescimento do Google Latitude é o Android, já que mais de 10% dos usuários dessa plataforma usam esse serviço.

Além de mostrar em tempo real a localização dos amigos, a ferramenta também está integrada ao Google Talk, assim você e seus amigos podem compartilhar as mensagens de status, a foto no perfil, ver o que todo mundo está fazendo, ligar para alguém, mandar um SMS, conversar pelo GTalk (mensageiro do Gmail) ou enviar e-mails sem precisar sair do aplicativo.

De acordo com o gerente de produtos do Google, Steve Lee, a próxima versão do aplicativo contará ainda com um histórico de localização e disponibilizará informações sobre os lugares pelo qual o usuário passou.

Já o Loopt, rede social também baseada na geolocalização, é como uma mistura do Foursquare e Google Latitude e conta com mais de 4 milhões de perfis. O usuário pode usar sua localização para saber os eventos que estão acontecendo ao seu redor e encontrar amigos que estejam por perto. Além disso, também pode fazer check-in nos locais, compartilhar fotos e atualizações no Foursquare e no Gowalla, além de comunidades e blogs.

A empresa tem apostado no background location, quando permite que o usuário faça o check-in em um determinado local e mantém ativa a sua localização por até 24 horas, podemos utilizar outros serviços no aparelho simultaneamente. O alerta de localização também pode ser usado na ferramenta. Ou seja, se o usuário está perto de alguém que também utiliza o background location, ele recebe um alerta desse serviço avisando que o amigo está na mesma região.

Para algumas pessoas esse crescimento rápido das redes sociais, especialmente via celular, pode assustar um pouco, mas outros já enxergam como o futuro da localização. A verdade é que quase todas as pessoas do mundo já se adaptaram ao novo formato de comunicação, que vai trazer cada vez mais praticidade ao nosso dia-a-dia.

*Por Rafael Siqueira

por InfoGPS

Apontador tem aplicativo de geotag para iPhone

11:02 am em Edição 14, Edições, LBS e Navegação, Navegando, Notícias, Seções das Edições por InfoGPS

* Esta matéria foi publicada originalmente na Edição 14 da Revista InfoGPS, de 2010

O Apontador criou um aplicativo de fotos para iPhone, que permite assinalar a localização do usuário, na imagem, recurso mais conhecido como geotag, e compartilhar as fotografias em redes sociais como Twitter e Facebook.

Com o PicSpot o usuário pode encontrar a localização, no site do Apontador, de um determinado lugar que esteja, tirar a foto e inserir no local, depois escolher como vai divulgar essa imagem. Para encontrar um local, pelo PicSpot, é preciso fazer uma busca pelo nome do estabelecimento ou utilizar as opções de locais ao redor.

Caso não encontre, o aplicativo oferece a opção para cadastrar o lugar. Também é possível incluir locais em Favoritos e as fotos ficam salvas na biblioteca de imagens do iPhone. O aplicativo está disponivel na loja virtual do iTunes.

*Título original:Apontador cria aplicativo de geotag para iPhone

por InfoGPS

A febre da localização em redes

1:01 pm em Comportamento, Edição 14, Edições, LBS e Navegação, Notícias, Seções das Edições por InfoGPS

Por Viviane Prestes. Esta matéria foi publicada na Revista InfoGPS 14, de dezembro de 2010.

Desde que o mundo é mundo o homem precisou de uma forma para interagir na sociedade. As primeiras cidades surgiram com o objetivo de inserir o homem nesse círculo, saber quem ele é e as suas funções. E isso perdurou por cerca de cinco mil anos, até que surgissem os computadores. A partir daí o relacionamento homem x espaço mudou completamente. Começaram a surgir redes de interação na internet, que se transformaram em pequenos círculos e reuniram pessoas com interesses em comum. E não demorou muito para que esse se tornasse mais um meio das pessoas se encontrarem em algum lugar. Agora já não basta saber quem você é; é preciso saber onde você está.

Localização. Esta é uma palavra que pode definir a vertente para a qual as redes sociais estão se direcionando. Não só para se comunicar, essas páginas espalhadas pelo espaço cibernético reúnem, definem perfis e localizam as pessoas. Porém as redes sociais geolocalizadas ainda estão em fase beta no Brasil, apesar de já estarem bem consolidadas em outros países.

O Foursquare, por exemplo, tem cerca de 170 mil usuários no Brasil, segundo o Ibope NetRatings, e é considerada uma rede em ascensão. Porém esse número ainda é pequeno, comparado ao crescimento do Twitter, no país. O microblog tinha, em 2008, quando estreou no Brasil, aproximadamente 344 mil usuários, de acordo com dados de uma pesquisa feita pela Agência Bullet, e agora já está na casa dos 18 milhões, colocando o país em segundo lugar no ranking mundial em relação ao Twitter.

As redes sociais foram se especializando, e agora já são dezenas de sites voltados a localização dos usuários. Milhões de pessoas já estão geoconectadas.

Números brasileiros a parte, muitas pessoas veem uma enorme vantagem nessa nova ferramenta de se comunicar e achar pessoas. Fernanda Mello, estudante de geografia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (Puc-Rj), e que usa as redes sociais geolocalizadas desde o início deste ano, quando começaram a proliferar esses tipos de serviços no país, conta que “a facilidade de compartilhar aos seus amigos e seguidores a sua localização para um possível encontro e também uma geração de conteúdos e comentários sobre um estabelecimento são as vantagens das redes geolocalizadas. Por exemplo, na área de restaurantes com opinião de pratos e serviços oferecidos; na área de entretenimento, saber o que há de melhor naquela área quando eu não conheço o local; e também no setor de educação, ao utilizar para conhecer não apenas outros alunos como também novos cursos por perto”.

Rodrigo José Firmino, professor em Gestão Urbana da Puc-Pr, diz que esses fenômenos tecnológicos ampliam a experiência no próprio espaço.“Nós estamos assistindo um momento em que o espaço mesmo tradicional, o meio ambiente construído, está sendo recombinado com essas novas tecnologias, no sentido de constituir o próprio espaço e a vigilância está presente sem percebermos”, completa Firmino.

Mas o professor afirma que essas tecnologias não substituem as formas tradicionais das pessoas se comunicarem e se comportarem, apenas são ferramentas complementares para os usuários interagirem.

Marketing Móvel

Além disso, quem tem tirado proveito do uso das redes sociais geolocalizadas são as empresas, que estão investindo em marketing online e móvel através dessas ferramentas. Estevão Rizzo, sócio da 8020 Marketeria Digital, de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, conta como usou o Foursquare em uma ação de marketing de um cliente. Através da rede a empresa reuniu mais de 50 pessoas em um único local, no caso um bar na cidade, para dar os famosos check-ins, o que ficou conhecido como check-in coletivo. “Através de uma ação divertida, conseguimos mais clientes para o bar”, afirma Rizzo, e complementa que “as pessoas que se conhecem virtualmente gostam de se encontrar pessoalmente”.

De acordo com Firmino, a partir desse fenômeno, das empresas começarem a usar as redes sociais para o marketing, é possível que se trace o perfil do possível consumidor do produto, que deu origem a uma nova profissão: o Analista de Redes Sociais. “São pessoas que trabalham para grandes empresas e querem entender como funciona o comportamento de possíveis clientes e mercados”, afirma Firmino.

Geolocalização nas alturas

Empresas grandes também investem nessas plataformas de geolocalização para ampliar os serviços. A agência espacial norte-americana, Nasa, já utiliza o Foursquare e o Gowalla. O astronauta Doug Wheelock foi a primeira pessoa a fazer o check-in diretamente do espaço através do Foursquare, no dia 22 de outubro de 2010. Wheelock estava na Estação Especial Internacional ( Internacional Space Station), e a parceria entre a agência e a rede possibilitou que os usuários do Foursquare pudessem se conectar com a Nasa para explorar o universo e descobrir a Terra. “ As ferramentas de mídias sociais estão fornecendo para a Nasa um jeito fácil de conectar e comunicar informações rapidamente, o que é ótimo durante operações em tempo real como um lançamento de foguete ou até mesmo em uma campanha de monitoramento de um furacão”, exemplifica Stephanie Schierholz, gerente de mídias sociais da Nasa.

Já a ação da agência no Gowalla é colocar as pessoas mais perto do universo, virtualmente. Qualquer pessoas que use a rede pode explorar o espaço e achar um dos quatro itens da agência ( uma pedra estelar, um fragmento da Nasa, um traje e até mesmo uma nave espacial). A ideia é conectar pessoas que estejam no mesmo lugar. O interessante é que, por exemplo, a pedra estelar virtual pode ser encontrada quando o objeto estiver realmente em exibição, e mundo afora não é difícil achar lugares que tenham essas amostras. Museus em todo o mundo têm as pedras que foram trazidas das missões espaciais da agência.

Tendências 2011

Estevão Rizzo destaca que as redes sociais que misturam jogos com localização serão as grandes tendências para 2011. Como por exemplo o SCVNGR, que é um jogo para smartphones e que permite aos usuários criar desafios nos lugares em que estão. Outra rede social para celular é o Waze, que possibilita navegação por GPS para motoristas. Ambas as redes estão entrando no Brasil. Mas por aqui também aparecem iniciativas no segmento. Para 2011 está programado o lançamento da rede Smiples. Fausto Freire, gerente do projeto, que é voltado para motoristas, diz que essa nova comunidade na web irá permitir que os usuários discutam sobre assuntos como trânsito, veículos, mercado, cidades, entre outros.

Fundado por Dennis Crowley e Naveen Salvadurai, em 2009
Local: Texas
Gênero: relacionamento

Fundado pela empresa norte-americana de games Alamofire, em 2007
Local: Texas
Gênero: relacionamento

O Loopt foi fundado por Sam Altman e Nick Sivo, em 2006
Local: Califórnia
Gênero: eventos

WhosHere foi criado pela agência myRet, em 2007
Local: Califórnia
Gênero: relacionamento

O Brightkite foi fundado pelas empresas norte-americanas Azure Capital, Draper Fisher Jurvetson, NEA, e Nexit Ventures, em 2005
Local: Califórnia
Gênero: relacionamento

O Twitter Places foi fundado pelo microblog Twitter, em 2010
Local: Califórnia
Gênero: relacionamento

O Facebook Places foi criado pela equipe do Facebook, em 2010
Local: Massachusetts
Gênero: relacionamento

Empresas que tiveram sucesso com o Foursquare

Se a pessoa fizer um check-in no Miracle Mile Shop, espaço comercial localizado no hotel Planet Hollywood, Las Vegas, pode receber uma recompensa “Vegas-style” e pode também ter seu nome estampado em forma de luzes, literalmente.

A rede de televisão norte-americana Bravo entrou no Foursquare para ajudar a dirigir seus telespectadores para mais de 500 localidades associadas aos programas da rede. O incentivo era: badges agora; sorteios e premiações no futuro.

A Starbucks, rede de cafeterias, que está espalhada pelo mundo todo, usou o Foursquare para tornar os usuários da rede baristas quando fizessem o check-in em cinco Starbucks diferentes.

Dados: Econsultancy. Título original: 10 Foursquare marketing campaigns

Os canais MTV e a VH1 permitiram aos usuários seguir os passos das suas estrelas de televisão favoritas. Através da parceria do Foursquare com a MTV, celebridades de programas como Jersey Shore, The Hills, The City e Real World: New Orleans irão receber a opção “modo celebridade”nas contas da rede social, que estarão acessíveis para os fãs.

Uma companhia que já está recompensando seus consumidores que fazem check-ins é a rede de iogurtes Tast D-Lite. A empresa permite que os membros de seu cartão de fidelidade “TreatCards” ganhem pontos extras, conectando os cartões na contas do Foursquare e deixando o mundo saber quando eles fizeram uma compra.

Privacidade

Divulgar a localização do usuário é uma tendência no meio virtual e mobile. Seja para achar pessoas, ou por diversão, para empresas, ou simplesmente para compartilhar experiências. Apesar de ser uma decisão do usuário divulgar sua posição geográfica é preciso estar atento à publicação desse tipo de conteúdo na internet, ou até mesmo em aplicativos para smartphones. Para Rodrigo José Firmino, cabe ao usuário decidir pela liberação do conteúdo ou não, a partir do momento que se habilita a participar da comunidade ou de uma rede geolocalizada. “O usuário deve saber tudo que pode acontecer atrás do software, se ele integra os dados a outras redes sociais ou disponibiliza as informações para estabelecimentos comerciais, por exemplo”, orienta Firmino.

Cuidados ao se divulgar a localização em uma rede social:

• Divulgue a sua localização apenas para amigos;

• Leia o Termo de Compromisso antes de entrar em uma rede social geolocalizada;

• Confira também a Política de Privacidade da empresa;

• Certifique-se que a rede é de confiança;

• Não adicione pessoas que você não conhece;

• Certifique-se de que os dados serão utilizados para outros fins, como comerciais, por exemplo.

por InfoGPS

O segredo do sucesso

6:01 pm em Edição 14, Edições, Marcos Rodrigues, Notícias, Rastreamento, Seções das Edições por InfoGPS

*Por Marcos Rodrigues (marcos@kretta.com.br). Este artigo foi publicado na Revista InfoGPS nº 14, em dezembro de 2010.

Muitos anos atrás eu conversava com um senhor na ponte aérea, rumo ao Rio de Janeiro. Era o CEO da rede McDonald’s, que iniciava seus serviços no Brasil. Ele me perguntou se sabia a que se devia o sucesso da rede. Disse:

- Sim, claro. Aos bons hambúrgueres.

- Não, à nossa gestão imobiliária, valorização de pontos, aluguel para franqueados etc. E em segundo lugar? Insistiu ele.

- Hambúrguer, claro.

- Não, disse ele. Prestar serviços para os franqueados. Hambúrguer, vem depois, é o que se vê de fora. Demorou para o McDonald’s descobrir, lá atrás, que nosso negócio se sustentava no imobiliário e nos serviços. Não foi fácil, disse ele.

Esta história me vem à mente quando contemplo as empresas de rastreamento. Pergunte a uma empresa onde ela se sustenta. As respostas serão variadas: rastreando veículos, recuperação de veículos, gerenciamento de frotas, apoio a processos logísticos, entre outros. Estas não são respostas erradas, são apenas enganosas.

As empresas de rastreamento não são todas iguais, têm vocações, portes e origens diferentes. São variadas, mas não muito. Como ocorre a decolagem de uma empresa de rastreamento?

Com raras exceções, as empresas mais antigas nasceram da percepção de que se podia conectar um receptor GPS a uma placa de celular e implantar a comunicação entre veículo e um servidor de dados. E que, então, se podia visualizar o veículo sobre o mapa e oferecer uma gama de serviços associados à localização. Em nosso país preponderou o foco na segurança.

Foi assim que iniciaram a maioria das empresas. Hoje começam outras, com rastreadores sofisticados. Pequenas empresas, com poucos clientes. Com propósito ainda não muito definido. Carga? Casco? Logística? A resposta formal pode ser uma, mas não se discute que o importante é aumentar logo a carteira de clientes. É preciso crescer, logo. Decolar. Vendas é a primeira turbina do sucesso, não surpreende.

Mas o mundo tecnológico é rápido. A todo tempo aumentar a oferta de rastreadores, e despenca o preço. É natural que a empresa adote um novo rastreador. Melhor, mais barato ou com novas funcionalidades. É nesse momento que é dado o primeiro passo da empresa rumo à complexidade, não antevista.

Nova tecnologia embarcada significa novos processos de instalação, qualificação de instaladores, habilitações e muito mais. Significa manutenção de novos equipamentos, protocolos de comunicação, estoques. Crescimento significa gestão de equipes maiores, gestão de contas, rastreadores diversos rodando por todo país e sua notória heterogeneidade territorial, técnica e de serviços. Há que assegurar a manutenção destes rastreadores. Não podem ficar fora do ar. Caminhões não podem esperar. As questões de logística e segurança são sérias, com graves responsabilidades que podem levar a processos jurídicos.

A empresa, então pequena, gradualmente passa a lidar com vários tipos de rastreadores e gere seus veículos com vários softwares, não integrados. Começam a surgir os problemas de instalação, de agendamento e validação da instalação, de manutenção, de cobrança, etc.. Cresce o call center, aumentam os problemas de supervisão de sistemas. Problemas que não eram relevantes na empresa, pequena e jovem, passam a ser críticos.

Expande a demanda por soluções que atendam a nova variedade de clientes. A complexidade aumenta muito e as soluções naturalmente vêm da Tecnologia de Informação (TI). Cresce a área de TI na empresa. Às pressas, muitas vezes desarticuladamente. Mas a empresa tem que lidar com novas questões de uma maneira eficaz, segura e duradoura que permita o crescimento com qualidade. TI é a segunda turbina do sucesso, não pode ser outra.

Assim decola uma empresa de rastreamento e quem assegura seu crescimento sustentável é, de um lado, vendas e de outro TI. Há outros fatores, claro, mas são outros fatores.


Audi disponibiliza Sistema de Navegação para linha 2012

6:27 pm em LBS e Navegação, Notícias por Viviane Prestes

O sistema de navegação da Audi está sendo disponibilizado para todos os modelos 2012 da marca alemã, como o Audi A8, A7, A6 e SUV Audi Q7. Além disso, a navegação está inclusa, de série, em toda a linha Audi A3 2012 (Sport, Sportback e S3).

O sistema possui entrada auxiliar de áudio e vídeo, entrada USB, conexão direta para iPhone e iPod e Bluetooth (Imagem: divulgação)

Os modelos contam com o Audi Navigation System, que combina navegação por disco rígido e touchpad, este último recurso permite escrever com o dedo as letras do destino, por exemplo. Além disso, o Audi A3 vem com o Audi Entertainment,que traz alta tecnologia embarcada para áudio, vídeo e navegação.

A central de mídia comporta diversas tecnologias, como o sistema GPS integrado, com mapas em 3D, mais de 1.300 cidades mapeadas, pontos de interesse, indicação de velocidade máxima de estradas federais e estaduais. A tela é de LCD de 7 polegadas e sensível ao toque. Nos veículos Audi A1, A4, A5, Q5 e TT o sistema de navegação é opcional.

E para quem tem Audi A3 e TT seminovos é possível ter também o sistema de navegação original. Para ter o produto, o proprietário deve consultar a concessionária Audi mais próxima.

Saiba mais o que acontece no setor de LBS e Navegação pela rede social GeoConnectPeople.

Renault Assistance ganha app com localização por GPS

6:53 pm em LBS e Navegação, Notícias por Viviane Prestes

A Renault acaba de lançar um aplicativo – para iPhone, iPad e iPod Touch – do Renault Assistance, programa de assistência técnica e de socorro mecânico, com atendimento 24 horas, da fabricante francesa. O aplicativo já está disponível na App Store.

Uma das novidades é que o usuário pode acionar o serviço de emergência por GPS, além de acompanhar o andamento da assistência técnica, com informações sobre tempo de chegada do guincho e localizar o endereço e telefone da concessionária Renault mais próxima, em casos de emergência. Porém, para que esses recursos funcionem é preciso estar conectado à internet, Wi-Fi ou 3G.

Os interessados em obter o produto devem entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Cliente, pelo telefone 0800 – 0555615.

Fonte: Interpress Motor

TomTom ganha mais um milhão de POIs no Brasil

8:10 pm em LBS e Navegação, Notícias por Viviane Prestes

A TomTom e a Telistas.net fecharam uma parceria para disponibilizar um milhão de novos Pontos de Interesse (POIs) para o Brasil.

“A região da América Latina é o principal foco da TomTom e essa nova parceria com a TeleListas.net nos permite melhorar significativamente a qualidade do conteúdo de nossos mapas no mercado brasileiro”, informa Charles Cautley, vice-presidente sênior de Produção de Conteúdo da TomTom.

“Por meio da integração de centenas de milhares de novos POIs, a TomTom oferece aos condutores maior facilidade para encontrar pessoas, locais e as empresas que estão procurando”.

Além disso, Yanira Nasser, vice-presidente sênior de Desenvolvimento de Negócios da TeleListas.net, afirma que “a parceria com a TomTom segue o nosso objetivo de permitir que qualquer pessoa no Brasil tenha acesso ao nosso diretório de informação de forma mais prática e ágil, que inclui sistemas de navegação portátil e outros dispositivos móveis”.

Fontes: Portal Inteligemcia

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