A Navteq, fornecedora de dados sobre mapas, lançou, recentemente, um estudo sobre o mercado de navegação por GPS no Brasil, referente a 2010. Esta é uma das primeiras pesquisas, sobre navegação pelo sistema norte-americano, focadas no mercado brasileiro.

Apresentado por Helder de Azevedo, diretor de vendas da Navteq para a América Latina, um webinar, que aconteceu na semana passada, mostrou os principais resultados da pesquisa. O fechamento do estudo trouxe uma conclusão um tanto paradoxal: os brasileiros têm familiaridade elevada com os aparelhos GPS (o que também foi mostrado por uma enquete realizada pelo portal InfoGPS, com relação a GPS veiculares), mas a presença desses dispositivos no país é baixa. Mais de mil entrevistas online foram realizadas para esse estudo.

Confira abaixo alguns dados importantes levantados no estudo:
(Dados coletados do resultado divulgado pela Navteq)

 


Ainda:

Os consumidores de aparelhos com GPS preferem comprar os dispositivos em lojas físicas; apenas 10% comprariam na web.

“No setor de mapas, por exemplo, existem pelo menos quatro empresas envolvidas; no de software, pelo menos 12; e no de marcas de navegadores PND, existem mais de 30. Porém, o excesso de marcas sem uma clara proposição de valor ou de diferenciação na verdade tende a afastar o comprador da categoria. Por outro lado, em mercados mais maduros, já ocorre uma consolidação de marcas de GPS. É o caso dos Estados Unidos, onde três marcas atingem mais de 95% de market share”, conta Helder.

Os usuários brasileiros geralmente estão satisfeitos com o produto escolhido.

“A minha percepção é de que a intenção de compra está associada ao índice de satisfação elevado no Brasil e leva-nos a apostar numa curva de adoção mais acelerada do que aquela observada nos países mais maduros”, complementa.

O brasileiro demora para comprar um aparelho GPS.

Segundo Helder, essa demora pode estar associada ao fato que o brasileiro não possui uma “educação para a navegação”, no sentido de não estar acostumado com ela.

O brasileiro tem que acostumar com navegação.

“Do nosso ponto de vista, a educação passa naturalmente pela própria mídia, que deve continuar buscando e apresentando ao público brasileiro a utilidade da navegação. Do lado do provedor de conteúdo, como a Navteq, seguimos apostando na educação no ponto de venda, pois além de ainda representar o principal destino para as compras (contra o eletrônico), essa categoria ainda demanda demonstração e orientação para a tomada de decisão”, conclui Helder.

Os problemas de trânsito no Brasil favorecem não só a navegação embarcada, mas todos os tipos de navegadores.

“Não necessariamente a embarcada, mas todos os tipos de navegadores, desde que conectados a um serviço de trânsito, seja via RDS ou canal de dados de celular. Os estudos da Navteq e de consultorias especializadas (como a JD Power, por exemplo) demonstram que em mercados mais maduros, o serviço de trânsito já está presente na maioria dos navegadores portáteis e nos melhores navegadores embarcados nos EUA. Portanto, a adoção do serviço de trânsito, com a qualidade que a Navteq propõe, definitivamente ajudará o aumento da adoção da navegação no Brasil”, explica.

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